Prontolab Diagnósticos | 2018 janeiro
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SINAIS E SINTOMAS DA CRISE HIPERTENSIVA: QUANDO PROCURAR UMA UNIDADE DE SAÚDE

Crise hipertensiva é definida como qualquer elevação da pressão arterial diastólica acima de 120 mmHg, acompanhada de sintomas a ela relacionados. Lembrando que a pressão diastólica corresponde ao menor valor verificado durante a medição (Ex: quando a sua pressão está 120 X 80 significa que sua pressão diastólica é  80).

 

As crises hipertensivas são divididas em dois tipos diferentes:

Emergências hipertensivas: são aquelas situações em que há agudamente lesão de um órgão-alvo (coração, rins ou cérebro), por isso é necessário reduzir rapidamente os valores pressóricos. Nesse caso a conduta ideal é a internação do paciente em uma unidade de terapia intensiva e uso de drogas anti-hipertensivas parenterais, ou seja, aquelas que são administradas diretamente na corrente sanguínea.

 

Urgências hipertensivas: ocorre aumento da pressão arterial, porém este aumento não representa risco imediato de vida e nem dano agudo a órgãos-alvo. O tratamento pode ser feito, reduzindo-se a PA de forma gradativa, em 24h.

 

SINAIS E SINTOMAS DE UMA CRISE HIPERTENSIVA

  • Alteração do nível de consciência (agitação, sonolência, prostração, etc.);

  • Confusão mental;

  • Cefaleia (esse sintoma isolado não caracteriza uma crise hipertensiva);

  • Tonturas;

  • Falta de ar;

  • Dor torácica que irradia para o braço esquerdo ou para as costas;

  • Hipertensão Arterial durante o pós-operatório;

  • Sangramentos no pós-operatório;

  • Sinais de AVC;

  • Dentre outros, de acordo com o órgão-alvo lesionado.

 

Lembre-se que somente a pressão arterial elevada, sem sinais ou sintomas de danos em órgãos-alvo, não é considerada crise hipertensiva. Nestes casos não é necessário a internação ou tratamento mais intensivo. Portanto, pacientes que apresentam PA elevada, porém assintomáticos ou sem deterioração de órgãos-alvo, deverão ser submetidos a tratamento ambulatorial.

 

Se você é hipertenso adote o hábito de monitorar sua Pressão Arterial regularmente e, caso constate que sua pressão arterial está elevada, porém não está apresentando nenhum sinal ou sintoma, procure sua Unidade Básica de Saúde de referência (posto de saúde). Caso apresente outros sintomas orientamos que busque atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento!

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O SAL DE COZINHA REALMENTE É UM VILÃO?

Existe sim uma forte relação entre o consumo de sal e o aumento dos níveis de pressão arterial. O sal é composto por sódio que é um dos elementos responsáveis por manter a quantidade ideal de água fora das células para não sobrecarregar os vasos sanguíneos. Acontece que, com o consumo excessivo de sal além da quantidade recomendada (2g por dia do sódio puro ou 5g de cloreto de sódio- sal de cozinha), aumentamos o volume de sangue no interior dos vasos sanguíneos e, consequentemente, a força deste sangue sobre estes vasos. Com isso aumenta-se a pressão arterial, que, no caso do paciente hipertenso, já está acima dos valores adequados, tornando ainda mais difícil o controle dessa pressão.

Precisamos lembrar que, além daquele sódio que conscientemente colocamos na nossa comida, existe também aquele contido nos alimentos prontos, desta forma é muito importante ficar atentos à tabela nutricional destes alimentos (os fabricantes são obrigados por lei a especificarem a quantidade de sódio contido em cada porção do alimento) e, ao propor uma redução desse consumo de sódio, também considerar a redução de consumo destes alimentos com altos teores de sódio. Vale ressaltar que a restrição de sal na dieta é recomendada não apenas para hipertensos, mas para a população de um modo geral, portanto essa proposição de redução do consumo de sal/sódio pode ser feita para toda a família, e não somente para o membro hipertenso.

Uma dica importante para moderar o uso de sal de cozinha no preparo dos alimentos é realizar uma redução gradual da quantidade de sal utilizada nesse preparo, assim é provável que o paladar vá, aos poucos, se adaptando ao novo sabor da comida. Outro ponto importante é a utilização de ervas e outros temperos naturais no preparo da comida, que  fazem com que o sabor da mesma seja realçado, diminuindo a necessidade do uso do sal.

A utilização do sal light pode ser uma boa alternativa em relação à utilização do sal comum, pois ele apresenta metade da quantidade de sódio em sua composição. Vale lembrar, porém, que essa concentração menor de sódio interfere na capacidade de salgar os alimentos, o que pode fazer com que as pessoas utilizem uma quantidade maior do produto para conseguirem atingir o sabor desejado, o que faz com que a quantidade de sódio consumida continue acima dos valores ideais. Portanto esse produto pode ser utilizado, desde que haja controle na quantidade utilizada por refeição. Esse sal não está indicado para pacientes com problemas renais, pois apresenta altas concentrações de potássio em sua composição.

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Quer uma dica simples e sem custos (R$) para a redução do consumo de sal por refeição? Retire o saleiro da mesa! Essa é uma medida eficaz para o controle no consumo de sal.

 

FONTES:

 

Sociedade Brasileira de Hipertensão- TEOR DE SÓDIO NA ALIMENTAÇÃO. Disponível em: http://www.sbh.org.br/geral/atualidades-teor-de-sodio-na-alimentacao.asp. Acesso em 19 de outubro de 2017.

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A IMPORTÂNCIA DA ATIVIDADE FÍSICA PARA O PACIENTE HIPERTENSO

A prática de atividades físicas regular está associada a inúmeros benefícios para a saúde dentre eles a redução da pressão arterial e, consequentemente, a incidência de doenças cardiovasculares.

Indivíduos que não praticam atividades físicas ou aqueles sedentários têm um risco de 30% a 50% maior de desenvolver Hipertensão Arterial Sistêmica.

 

Existe uma redução média da Pressão Arterial de 5,8 a 7,4 mmHg, quando essa atividade é realizada de forma regular (duração de 30 a 60 minutos).

Vale destacar que, além de diminuir a pressão arterial, a prática regular de atividades físicas também:

  • Auxilia no emagrecimento por favorecer a redução da gordura corporal e abdominal;

  • Reduz o colesterol e os triglicerídeos;

  • Diminui a disponibilidade do açúcar no sangue, prevenindo ou auxiliando no controle do diabetes mellitus;

  • Melhora a qualidade do sono;

  • Ajuda a combater o estresse, dentre outros.

 

O paciente sabidamente hipertenso não deverá realizar atividades físicas de intensidade intensa ou anaeróbicos (musculação, saltos, abdominais, flexões e agachamentos), sem avaliação de um profissional qualificado.

Uma boa opção para estes pacientes é a realização de atividades de intensidade leves e de relaxamento, como caminhada, alongamento ou meditação.

Ou seja, a prática de atividades físicas está recomendada para todos os pacientes diagnosticados como hipertensos, ou aqueles com alto risco de desenvolver essa doença. Recomenda-se a prática de 30 minutos de atividade física de intensidade moderada na maioria dos dias da semana (3 a 5 dias por semana).

Caso sinta dores no peito ou desconforto respiratório durante a prática de atividades físicas recomendamos que interrompa a atividade e procure o médico.

 

E você, já cogitou a ideia de se tornar uma pessoa ativa?

REFERÊNCIAS:
Ministério da Saúde- CADERNOS DE ATENÇÃO BÁSICA- HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA. Disponível em: http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/caderno_37.pdf. Acesso em 24 de outubro de 2017.
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